OLHAR ALENTEJANO
(à Florbela Espanca)
Porque hei-de procurar nos teus olhos alongados
Nos teus olhos negros húmidos esmurecidos
Os poemas que anseio belos e perfumados
Como tantos outros que esqueci desiludidos?
Não vejas meus olhos que te perseguem
Não creias nas promessas nos seus fluídos
E peço aos teus olhos tristes que não me roguem
Nessa súplica pungente de esquecidos!
Amo teus olhos belos e tristes como os meus
E queria uni-los e erguê-los sublimes aos céus
E amar a tua dor beijando a tua boca!
Mas mórbido em nosso mundo imcompreendido
Eu ando desvairado a procurar teu olhar pedido
Perdido em meus olhos na minha cabeça louca!
Rogério do Carmo
Mafra, 16/9/1953
Porque hei-de procurar nos teus olhos alongados
Nos teus olhos negros húmidos esmurecidos
Os poemas que anseio belos e perfumados
Como tantos outros que esqueci desiludidos?
Não vejas meus olhos que te perseguem
Não creias nas promessas nos seus fluídos
E peço aos teus olhos tristes que não me roguem
Nessa súplica pungente de esquecidos!
Amo teus olhos belos e tristes como os meus
E queria uni-los e erguê-los sublimes aos céus
E amar a tua dor beijando a tua boca!
Mas mórbido em nosso mundo imcompreendido
Eu ando desvairado a procurar teu olhar pedido
Perdido em meus olhos na minha cabeça louca!
Rogério do Carmo
Mafra, 16/9/1953
